Estive bastante preocupado com o ministério de Alfabetização pela Bíblia, pois tem havido muito interesse e pedidos de informações, mas quando falo sobre o preço do material que usamos, a Bíblia e Caderno de Atividades (que por sinal não visa lucro algum), as pessoas deixam se levar pela filosofia da classe dominante no Brasil: Quanto pior, melhor.
Não importa se fazemos ou não a obra do Senhor. Outros consideram a mesma coisa realizá-la com ouro ou com palha. É melhor conseguir o material gratuito ou o mais barato possível, para depois vendê-lo aos irmãos. Preocupado, estive orando ao Senhor para encontrar a melhor maneira para fazer o trabalho, uma vez que já me encontro com idade acima dos 65 anos.
Então, na noite de 20 de abril de 2005, tive uma revelação do Senhor Jesus sobre o ministério de alfabetização junto às igrejas, hoje desenvolvido em 77 denominações evangélicas.
Isacir Mognon tinha vindo para o treinamento em Curitiba e continuava por alguns dias mais em minha casa. No café da manhã de 21 de abril, pude compartilhar com ele e minha esposa sobre esta revelação. Sonhei, o que considero da parte do Senhor, que alguém me falava dizendo que a mensagem deste ministério está em Mateus 10: 5 a 25.
Eu contrariei a voz que me falava, afirmando que eu já sabia e que o texto se encontrava em Lucas 10:25 em diante. Era o ensino do bom Samaritano. Assim foi a noite, não sei por quanto tempo. Por incrível que pareça, eu também estava pensando como todos que, falando sobre educação, pensam no dever social e beneficente da Igreja. Muitos são enfáticos: A Igreja tem que optar também pelo social.
Há hoje, e parece que sempre houve, um questionamento sobre a missão da Igreja. Ela é evangelística ou social? Mesmo os que realizam também o ministério social, não destinam uma parte das ofertas e dízimos ao social, mas procuram doações específicas. Todas as atividades ministeriais que objetiva o social, estão fora do planejamento financeiro da Igreja, porque no fundo não o consideram evangelístico, mesmo quando aproveitar as oportunidades da beneficência para dar testemunho de Cristo e ganhar almas.
Pensando que a Igreja sempre deve objetivar a edificação do Reino de Deus, ser plena, em unidade e em toda a multiplicidade de suas ações ministeriais, Deus começou a me revelar, pela Palavra, o que representa, e como se estabelece o Reino dos Céus.
Historicamente, Mateus representa o Evangelho do Rei; Marcos, o Evangelho do Servo; Lucas, o Evangelho do Filho do Homem e João, o Evangelho do Filho de Deus. Assim tem sido aceito pelos cristãos, mas esta aceitação universal não faz, necessariamente, que sendo Mateus escrito para os judeus, seja o evangelho do Rei; Marcos, tendo características de um Cristo médico, o evangelho do Servo; Lucas, mencionando Jesus como filho do homem, seja o evangelho do Filho do Homem; e João, em sua transcendentalidade, represente o Evangelho do Filho de Deus.
A grande revelação que obtive pela Palavra é que cada um dos Evangelhos e todos eles, na mais perfeita unidade e harmonia, representam o Reino de Deus. Explico: Jesus está nos Evangelhos, mas não é os Evangelhos. Uma coisa é a pessoa de Jesus e outra são os seus ensinos. Cada Evangelho, não obstante, tendo suas próprias particularidades, quer representar mais que as qualidades de Jesus, que seus ofícios divinos, que um sistema teológico de salvação, de curas divinas, de batismo com o Espírito Santo e de que voltará em breve.
Os Evangelhos podem representar milhares e infinitos ensinamentos, mas e sobretudo, querem nos ensinar os princípios do Reino de Deus, os quais são exatamente como seguem: A IGREJA, O ENSINO, O AMOR E AS MISSÕES.
Foram dados para que se estabeleça em toda a terra: IGREJA, ENSINO, AMOR E MISSÕES. A ordem é a estabelecida pela visão de Ezequiel 1: os rostos dos seres viventes: ÁGUIA, HOMEM, BOI E LEÃO.
IGREJA é simbolizada pelos animais viventes com o rosto da águia, o que logo demonstrarei. É a Igreja que pregar o evangelho, realizar o culto ao Senhor, e estabelecer todas as ações do Reino.
ENSINO é simbolizado pelos animais viventes com o rosto do homem, é toda a atividade dirigida à educação, é toda ministração para edificação, é todo esforço para transmitir o conhecimento revelado e o conhecimento pesquisado.
AMOR é simbolizado pelos animais viventes com o rosto do boi. É tudo que se volta na direção de nosso semelhante. É todo atendimento que se faz para suprir às necessidades do ser humano nas áreas física, filantrópica, inclusive a religiosa e educativa no que tange doar-se.
MISSÕES é simbolizada pelos animais viventes com o rosto do leão. É toda a evangelização que é feita fora do local de reunião da comunidade. É a extensão da Igreja; atividades que tendem para sua expansão e crescimento. É o IDE POR TODO MUNDO, que ordenou aos seus discípulos. A está revelação tenho chamado de: O EVANGELHO QUADRIMENSIONAL, pois são os quatro princípios, ou as quatro dimensões fundamentais do Evangelho.
Desde então, passei a reconhecer o Evangelho Eterno como O Evangelho Quadrimensional e a compreender que se trabalharmos apenas numa das dimensões, estamos realizando somente em parte o Reino de Deus. Assim não vi mais duas posições que a Igreja podia ou não optar: evangelística ou social. Tudo ficou completo no Evangelho de Jesus e o Evangelho se tornou completo.
O sentido da mensagem: ide e pregai o Evangelho, tomou novas dimensões. Não se trata apenas de ir e estabelecer igrejas, comunidades nomeadamente diferentes. Desde então estou procurando estudar este assunto com todos os irmãos. O interessante é que todos os colegas com quem tenho dialogado acham que é isto mesmo que a Palavra de Deus ensina. Constatei também, que grande maioria já está realizando esta visão, testemunhando que para tanto foram tocados pelo Espírito Santo. Deus tem sempre a hora certa.
A não aplicação plena deste Evangelho Quadrimensional será a razão da deficiência e falha da Igreja nestes dois mil anos de cristianismo? Se todos os irmãos abraçarem a dimensão completa do Evangelho, o mundo verá um novo amanhecer: O Reino de Deus que está para se estabelecer entre nós.
Resumindo: Este é o Evangelho de Jesus! É isto que a Igreja deve fazer em si mesmo, dentro dela, em seu local de ação, é o que deve fazer fora, aos arrolados ou não. É o que a Igreja ensina e o que ela pratica, aquilo que prega e aquilo que vive. Uma boa Igreja é aquela que realiza eqüitativa e igualitariamente o trabalho quadrimensional do Evangelho. A Igreja, que é a mais perfeita união dos discípulos de Jesus, somente estará solidamente fundamentada na rocha eterna que é Cristo, se estiver realizando tudo aquilo que Jesus expôs claramente através de sua vida, de seu trabalho e de seus ensinos nos Evangelhos. Se fizer o que Jesus nos manda seremos seus amigos, (João 15:14) mas verdadeiramente discípulos, somente, permanecendo em sua Palavra. (Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos João 8:31.)
A Bíblia diz que Deus revela coisas grandes e firmes. Estas coisas meus olhos nunca leram, meus ouvidos nunca ouviram, profundezas que meu coração jamais penetrara, por isto discutia e contrariava com a voz que em sonho me ensinava. As vezes nem em sonhos queremos rever nossos posicionamentos. Eu dizia: A mensagem não está em Mateus 10;5 a 25, mas em Lucas 10:25 em diante. Quanto ainda preciso aprender de Jesus! Quando acordei, fui conferir na Bíblia e constatei que Mateus 10 trata da missão dos doze e Lucas 10 da missão dos setenta.
Estes fatos me levaram a estabelecer por princípio os conceitos acima expostos sobre o Evangelho de Jesus, bem como o uso de titularidade ministerial. Não é comum chamar alguém de apóstolo. Há até quem diga que o tempo apostólico findou com a morte daqueles que viram e andaram com Jesus, que não é certo chamar um ministro de apóstolo, mesmo que esteja exercendo um ministério apostolar. Há muitos que a si mesmos se empossam ou por organização eclesiástica são empossados como bispos hierarquicamente superiores aos irmãos e aos demais companheiros do ministério. A hierarquia entre os irmãos não se justifica, nem é bíblica. Uma simples observação sobre a Igreja de Éfeso revelará que os pastores, bispos, anciãos, presbíteros, eram pessoas idosas da Igreja ou aqueles que a Bíblia diz que Deus os constituiu.
A hierarquia não existia entre esses títulos, nem entre os discípulos. Jesus mesmo já os tinha ensinado quando a vaidade da supremacia atingiu o discipulado. Então, Jesus chamando-os para junto de si, disse: " Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser, entre vós, fazer-se grande, que seja vosso serviçal; e qualquer que, entre vós, quiser ser o primeiro, que seja vosso servo, bem como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos." (Mateus 20:25 a 28)
Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: " Sabeis que os que julgam ser príncipes das gentes delas se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas; mas entre vós não será assim; antes, qualquer que, entre vós, quiser ser grande será vosso serviçal. E qualquer que, dentre vós, quiser ser o primeiro será servo de todos." (Marcos 10:42 a 44). Certa feita Jesus disse-lhes: "Qualquer que receber esta criança em meu nome recebe-me a mim; e qualquer que me recebe a mim recebe o que me enviou; porque aquele que entre vós todos for o menor, esse mesmo é grande." (Lucas 9:48)
O ensino apostólico estabeleceu: Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo (Filipenses 2:3). Assim como, com humildade, revi meus conhecimentos bíblicos, adquiridos em quase meio século, e concluí que se deve intitular um irmão, que realmente tem um ministério apostólico, de apóstolo, estabelecendo os fundamentos bíblicos originais. E por que não? Apóstolo é aquele que abre novos caminhos na Igreja de Jesus, um enviado com uma missão. A Bíblia diz: "A uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas" (1 Coríntios 12:28). ELE mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores (Efésios 4:11).
A ordem em que os dons do ministério aparecem, (primeiro, segundo e terceiro) não se trata de superioridade sobre os irmãos, mas a ordem em que (os dons) foram estabelecidos por Deus. Entender diferente será contraditório com o que Jesus nos ensinou nos Evangelhos. Enfatizando, Jesus disse que o título de apóstolo, classificado por primeiro, "deve ser o servo de todos" e nunca superior a todos. Vamos ler o que dois respeitados irmãos biblicistas que sustentam posições diferentes, mas que entre os irmãos vêem igualdade, disseram:
(Matteos Henry) - Argumenta que os dons diferem em hierarquia, havendo dons superiores. Dá ênfase que sem os classificados como os primeiros dons, os demais não teriam importância. "Ninguém ao possuir um dom superior deve se sentir importante por isso ou superior aos outros". "Cada um deve tomar sua parte no corpo, estando satisfeito com a parte que representa, sem inveja ou ambição." "Há parte que reputamos como mais importante, mas todos precisam uns dos outros".
(Charles Hodger) - Resume que a importância está no dom que Deus dá a cada um e não na pessoa que recebe o dom. O dom pertence a Deus e estabelece uma qualificação necessária ao guia do rebanho de Cristo: "Ser capaz de ministrar a sã doutrina; ser possuidor de grande gama de conhecimento; Ter habilidade para ensinar; possuir intenso amor de Cristo e zelo em glorificar apenas a Cristo; e, alta compreensão da obrigação de pregar o Evangelho".
Pregando o Evangelho, sempre me esforcei para que a mensagem fosse da parte de Deus e ensinadora. Por isso gasto muito mais horas, orando, lendo a Bíblia e organizando meu sermão, do que o tempo que uso ministrando-o. Ao ensinar, o faço com autoridade, me sentindo um apóstolo de Jesus. Nunca tive a pretensão de intitular-me apóstolo, embora hoje sinta, mais do que nunca, que meu ministério é um ministério apostolar. Pergunto: Por que pensar que devo realizar a missão dos discípulos, se Deus me escolheu e me pôs na igreja para ser apóstolo, realizando uma missão dos 12 ? Somos irmãos em Cristo, somos iguais, mas não necessariamente idênticos, porque somos membros do corpo de Cristo.
Todavia, Deus mesmo deu a cada um, diferentes responsabilidades ministeriais, dando a cada um, diferentes dons. Onde está o mal, se sou um apóstolo pelo dom de Deus que repousa em mim? Se todo corpo fosse olho, seríamos um monstro e não um corpo. Ora, numa construção, uns são pedreiros, outros pintores, outros eletricistas e outros ainda, carpinteiros! Portanto vou deixar que a Palavra do Senhor transforme o meu ser, aceitando o que Jesus me revelou através de Mateus 10:5-25, como o ensino a ser aplicado no Ministério de Alfabetização pela Bíblia. Nenhum propósito teria se Deus revela algo que não pudesse ser compreendido. Assim, sem forçar interpretações, contextualizando Mateus 10:5-25.
1 - Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos,
- O que não deve ser feito: Ir pelo caminho dos gentios, por onde andam os educadores não cristãos, os ateus, nem entrareis em cidade de samaritanos, as bases em que residem e apóiam seus argumentos, os educadores que não pertencem ao povo de Deus.
2 - Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel, para quem devemos levar nosso ministério apostólico e não aos bodes. A Igreja representada por Israel e não a Escola.
- Ovelhas perdidas - aqueles que estão procurando o caminho, estes fundamentos e princípios que o Senhor tem nos mostrado da casa de Israel.
- Levar esta mensagem ao Povo de Deus - o Israel de Deus hoje: a Igreja de Jesus. Aos irmãos que ministram e aprendem nos templos evangélicos. Este é o lugar aonde devemos levar o ministério apostólico de educação cristã: O ensino revelado
- Fé no Deus criador e o ensino baseado nas Palavras de Deus, do qual alfabetização é um princípio.
3 - E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus.
- Não é para esperar que nos procurem, devemos ir e fazer o trabalho.
- Nossa mensagem deve ser também pregada, pois é pela pregação que vem a fé, enquanto o ensino é a fundamentação.
- Agora é o cumprimento das profecias: O Reino de Deus na terra. "A terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor como as águas cobrem o mar."
4 - Curai os enfermos. - Mestres, e tantos de vidas preciosas que estão doentes porque foram afetados com vírus deste ensino materialista, não o aceitam, não crêem nele, mas sentem-se sozinhos e fracos.
- Limpais os leprosos - lavar com água limpa, um ensino da dimensão do espírito que afasta do materialismo grosseiro, ministrado pelas estruturas sem compromisso com o Eterno, que, como a lepra, destrói.
- Ressuscitai os mortos - trazer para esta vida, para os princípios verdadeiros do ensino todo aquele que está insensível, que não se importa com o que se ensina, nada tem importância, coisa alguma fará diferença.
- Expulsai os demônios - fazer sair pela argumentação os fundamentos materialísticos trazidos pelo espírito do ateísmo e do panteísmo, e pela oração e repreensão esses demônios do mal que combatem os valores espirituais naturais no homem formado de corpo, alma e espírito.
- De graça recebestes, de graça dai - Nada receber pela transmissão deste ensino, não se fala em receber, ou em pagamento, quando é de graça.
5 - Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, Não apresentar ostentação dos bens mundanos, de conhecimentos vazios. O que segura as vossas vestes são apenas os valores que a Sabedoria possui, pois de tudo o que se deseja nada se compara a ela.
6 - E, em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela seja digno, e hospedai-vos aí, até que vos retireis. Em qualquer lugar - Somente permanecer em casa ou igreja que vos aceitar e acolher esta visão apostólica. Ali se deve hospedar e ali permanecer, até se concluir plenamente a realização do trabalho.
7 - E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a; E quando entrardes - O educador deste ministério deve usar sempre de amabilidade, de respeito, aplicando o ensino no mais alto nível de relacionamento humano. Nunca envolver este ensinamento com os problemas, não desrespeitar, nem realizar nada que venha causar divisão ou aborrecimentos à Igreja local.
8 - E, se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz. Se a casa for digna - Se aceitarem nosso ministério repousará sobre eles as bênçãos deste ministério.
9 - E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo, daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Se ninguém vos receber - Façamos apenas Deus saber, pelo pó dos nossos sapatos, que fizemos a nossa parte, pois este ministério não deve ser realizado entre os mundanos, mas realizado entre e para o povo de Deus. Deus se encarregará de cobrar das igrejas e irmãos que deixaram de receber as bênçãos desta profecia.
10 - Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade. Em verdade... - Haverá mais rigor, maior punição e pesada cobrança do Senhor, para os que desprezarem nosso trabalho, não porque é uma visão ou um ministério especial, mas por se tornarem inimigos de Deus, opondo-se ao cumprimento da profecia em que Deus falou. (Habacuque. 2:2,3,14.)
11- Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Eu vos envio como ovelhas - Os educadores deste ministério são também ovelhas do Senhor, membros de alguma das Igrejas realizadoras deste ministério, pois é uma igreja local que o realiza. Nenhum corpo fere a si mesmo, isto é uma visão do corpo de Cristo e seus ministérios. Portanto este trabalho não pode causar nenhum prejuízo ou interferência: Somos a Igreja. Daí, todo o cuidado, prudência das serpentes e inofensividade das pombas.
12 - Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; Os cuidados - Não enfrentar os lobos do ateísmo, professores ateus, que não se preocupam com a educação. São fanatismos por sua religião, onde não lugar para o Deus Criador, mas o acaso cego da matéria.
13 - E sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios. Sereis conduzidos - Estes ateus, mesmo não provocados, têm levado educadores de Cristo aos tribunais, mentindo ao afirmarem perante autoridades, que fazemos religião com a ciência, mas isto tem servido apenas para testemunho de nossas convicções. Não devemos temer diante das autoridades mundanas.
14 -Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer.
- Deus nos tem ensinado pelo seu Espírito Santo e nos ensinará o que devemos e o que for necessário ser falado.
15 - Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós.
- O Espírito do Pai que nos deu este ministério de educador falará por nós.
16 - E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão.
- Nosso trabalho é entre os irmãos e é natural, que se houver problemas, será com os irmãos, mas isto não deve nos preocupar, pois até entre os apóstolos havia um Judas. A Igreja de Jesus é composta de homens, e como tais falhos, pois muitos há que ainda não conhecem, nem compreendem esta mensagem da Palavra de Deus.
17 -E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.
- Poderá haver muita oposição quanto ao ensinar com a Bíblia, pois parece que a Bíblia é o rio divisório entre os Educadores de Jesus e os professores. Muitos se opõem que se ensine a Bíblia nas escolas e instituições de ensino. Não parece isto incrível? Mas isto é um fato. Portanto já não somos nós, o problema, na verdade, muitos têm problemas com a Bíblia.
18 -Quando, pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem.
- Quando formos perseguidos devemos ir para outros lugares ministrar o nosso ensino, não vamos dar-lhe o troco. Vamos fugir dali, pois esta obra não é nossa, mas de Deus. Deus é poderoso para cuidar daquilo que lhe pertence. Há muitos lugares para ensinarmos na face da terra e devemos fazer isto em todos os lugares até que Jesus volte.
19 - Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor.
- Jesus é o nosso único e maior Mestre. Ele será sempre nosso modelo e nunca seremos maiores do que nosso Mestre. Que razão tinham os soldados, senão a verdade, em dizer aos seus comandantes: "Nunca ninguém falou ou ensinou como este homem" (João 6:47). Podem crer, meus colegas, mesmo acrescendo à frase magistral: "nem nunca ninguém falará ou ensinará" não lhe mudará a verdade!
20 -Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?
- O discípulo deve ser como o mestre. O bom educador é aquele que ensina como Jesus ensinou: fala ao coração e não apenas com intelecto. Jamais pretende ser maior que Jesus, seu alvo maior é ser igual a ELE. Que Deus me dê sempre capacidade para ensinar como Jesus!
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Gilberto Stevão
Pastor