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NATAL DE JESUS 2005 E ANO NOVO DE 2006
Pastor Gilberto Stevão
  
Minha esposa e eu estivemos fazendo um rápido balanço de como foi 2005 e estávamos ponderando que foi o melhor dos últimos anos, pois desde 1990 todos os anos foram muito difíceis. O declive da vida não precisava ser tão duro com os idosos, se cada jovem tivesse um mínimo de consciência de que ele será o idoso de amanhã. Se cada um contribuísse um pouquinho só, seria o suficiente para criar um mundo melhor.

Enganamo-nos, dizendo a nós mesmos que temos feito a nossa parte. Isto fica a cada dia mais evidenciado num país injusto como o nosso, razão por que neste Natal de Jesus e no crepúsculo de 2005, proponho-me a uma reflexão maior sobre por que nascemos; sobre a mais preciosa criança que aqui veio à luz, e que, nascida pobrezinha, imortalizou a manjedoura que a acolheu; e sobre tudo o que sua vida e seus ensinos representam para todos que vêm ao mundo. Não importa onde nascemos, mas o que faremos em nossas vidas com Jesus chamado Cristo. "Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam." (João 1:4, 5.)

Sempre achamos que não podemos fazer nada por causa das coisas que estão fora de nosso poder de decisão. Evidência a cada ano tem sido a decisão sobre o salário mínimo. Como se não se pudesse remanejar verbas, como se o dinheiro da aposentadoria fosse dinheiro para o ralo, como se o dinheiro aplicado na aposentadoria não gerasse consumo, produtividade, aumento das vendas, maior movimentação financeira, crescimento da poupança interna, do turismo, geração de emprego, mais trabalho, enfim. Para os velhos, inválidos, deficientes, doentes - um peso morto!... Este menino que nasceu num humilde estábulo, causa agitação nas consciências dos corruptos nos palácios; nas cercanias da pequenina Belém da Judéia; domina as grandes e poderosas cidades em toda a terra; suas palavras puseram fim à imoral covardia da neutralidade: "Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas, agora, não têm desculpa do seu pecado". (João 15:22.)

Nesta época os rabinos e os cristãos judaizantes procuram substituir o Natal de Jesus pela Feliz Chamuka, a festa dos Macabeus. As alegrias na comunhão das famílias, levam-nos a gastar, às vezes, mais do que deveríamos, mas alguns se entregam a um espírito de vultosa gastança. Há até aqueles que se entristecem porque suas contas bancárias não alcançaram níveis mais elevados do que a de seus parentes, conhecidos ou concorrentes.

Cristãos teóricos e zelosos discutem a data do nascimento de Jesus: é aquela e não esta; se devemos ou não comemorar o Natal em 25 de dezembro. Nos Estados Unidos já estão falando em comemorar o Natal em duas datas: Uma espiritual e outra comercial, como se o espírito do Natal, dar ou não dar, pudesse ser separado. Deus deu seu Filho, os anjos cantaram glória a Deus, os pastores deixam suas ovelhas no campo e buscaram a Jesus para recebê-lo, os magos o procuraram, achando-o, o adoraram e entregaram-lhe seus presentes. Isto é Natal de Jesus.

Sou pastor há 48 anos e tenho pregado e vivido esta linda e sempre nova mensagem: Jesus Nasceu. "Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor". (Lucas 2:11.) Definir Natal é muito simples, porque Natal não é dar ou receber presentes. Natal é o dia em que Jesus nasceu entre os homens, para ser seu Salvador. Muito se poderá dizer sobre a comemoração do Natal e do Ano Novo, mas tomarei apenas dois aspectos, nos próprios ensinos de Jesus, para completar esta reflexão: Dar sem ser percebido e orar com o coração agradecido. Exercer justiça foi a expressão usada por Jesus ao fato de se fazer doações.

O ano todo os homens parecem insensíveis diante das necessidades de seus semelhantes. Apenas aqui e ali constatamos gestos significantes. Todavia o Espírito de Deus tem movido os corações por ocasião do Natal e do Ano Novo, quando nos tornamos mais generosos, isto é, os homens abrem um pouco mais suas mãos para doar. E é o que todos devemos fazer, não obstante Jesus nos ensina como devemos fazer isto. "Fazer, disse Jesus, sem desejar ser visto pelos homens". (Mateus 6:1) Se podemos proporcionar algum benefício a alguém, devemos fazê-lo sem o desejo de se projetar. Como somos, por natureza, egoístas, esperamos o louvor dos homens e a recompensa de Deus. A nossa participação em proporcionar um pouco de felicidade e alegria ao nosso irmão deve não somente ser sigilosa, mas até evitar as aparências de generosidade, porque o objetivo proposto por Jesus é: "ser perfeito como perfeito é o nosso Pai celeste". (Mateus 5:48.)

Vemos em muitas cidades brasileiras, placas afixadas pelas prefeituras municipais, dizendo: não dê esmolas às crianças pedintes. Encaminhe sua doação. (citando a seguir algum órgão municipal para quem as doações devem ser dirigidas.) Pessoalmente sou contra esta proposição, porque se o poder público tem condições de fazer alguma coisa pelos carentes, deve tomar providências com os recursos que arrecada. A verdade, todos sabem, é muito antiga, a doação fica pelo meio do caminho, não chega aos carentes. Todavia, se chegar, somente Deus sabe quanto. Esta arrecadação é para manter os organismos municipais de aparência beneficente. Jesus disse que devemos dar esmolas e dar a quem nos pedir, não como fazem os hipócritas, que dão esmolas com desejo de serem vistos pelos homens, porque se quisermos ser vistos por Deus basta dar.

Tenho sugerido aos irmãos que mantenham, sempre que possível, alguma coisa próxima de si para doarem no momento oportuno, independente de qualquer planejamento pessoal de ajudar. Não se trata em distribuir dinheiro nas esquinas a toda a criança pedinte, mas sempre iremos encontrar alguém a quem realmente devemos dar. Natal e fim de ano devem ser tempos de oração. Oração é um ato de fé. Oração para adorar. Oração para agradecer. Não falamos sozinhos quando oramos, falamos com Deus, o Deus vivo.

O testemunho de nossa fé em Jesus deve ser público, mas nossos atos de fé não devem possuir aparências exteriores. A oração é conversar com Deus. É justamente por isso que Jesus nos ensinou que as orações não devem ser constituídas de vãs repetições. Alguns ficam repetindo e repetindo muitas e muitas vezes as mesmas palavras; isto não é oração, porque não é um conversar com Deus. No demais, a Bíblia diz que Deus ouve as nossas orações, e que Deus não é surdo para que não possa nos ouvir. (Isa 59:1.) Falamos com Deus quando o adoramos, quando o glorificamos, quando o exaltamos, quando lhe pedimos alguma coisa, quando o agradecemos e até quando, sem palavras, reconhecemos seu amor silencioso por nós.

Toda imensa tragédia pode ser um pouco maior, por isto sempre deve haver motivos para agradecer. (Desejando conhecer mais sobre como Jesus nos ensinou a orar, recomendo que procure obter meu livro: A Oração de Jesus.)

Agradeço a Deus até pela simples razão de poder abrir meu coração a todas as pessoas e no mais sincero desejo dizer-lhes: FELIZ NATAL - JESUS NASCEU!... FELIZ ANO NOVO!... QUE O NOSSO DEUS E PAI NOS ABENÇOE COM AMOR E PAZ NA MARAVILHOSA PESSOA DE JESUS, SEU FILHO, NOSSO SENHOR. Senhor, no ano que há de vir, livra-nos de todos os males e de tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, que não procedem de Ti, mas procedem do mundo. MAS O MUNDO PASSA, TODAVIA QUEM FAZ A TUA VONTADE PERMANECE PARA SEMPRE. (1 João 2:16.)

São os desejos e a oração do pastor Gilberto Stevão e família e todos os colaboradores de alfabetização pela Bíblia no Brasil e no mundo inteiro.

  

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