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CONTINUAÇÃO PARTE III

Tratando de conhecimento de exegese, o texto se refere à paz e à prosperidade de seu povo. Não se pode forçar ou tomar para nossa tese, que o clamor a Deus nos traz a revelação de todas as coisas, coisas grandes e firmes que não sabemos. Não é isto que a Palavra de Deus quer nos ensinar. Uma tal interpretação leva-nos ao absurdo. Se não vejamos: Seríamos obrigados a aceitar a revelação do Evangelho segundo o Espiritismo de Alan Kardek. Como diante de Deus todos têm os mesmos direitos e deveres, os espíritas poderiam afirmar que se clamarmos, Deus nos revelará e anunciará coisas insondáveis da terceira revelação. Os católicos afirmariam a ascensão de Maria, os jeovas, que Jesus não é Deus; os mórmons, que Jesus nasceu na América. Absurdo! É absoluta falta de razão prosseguir na argumentação.

Deus nos fez suas promessas e as cumpre, de anunciar e revelar muitas coisas que não sabemos, mas estas coisas estão em sua Palavra e surpreendem-nos, maravilham-nos, quando nos são abertas. Deus nos ensina, pela sua Palavra, coisas que promovem nosso crescimento espiritual - a fé, o amor, a consagração, o perdão, a bondade, a esperança e revela-nos a Sua vontade, para a nossa vida pessoal: como rejeitar as coisas do mundo, advindas pela cultura; as do diabo, do próprio Satanás; e, as da carne, pelas tradições, falsos conhecimentos e sua própria inclinação natural. Não obstante, a cultura, as tradições e os conhecimentos não são malignos em si mesmos. Assim como todos os desejos não são maus. Os desejos de servir a Deus, de fazer o bem ao semelhante, e milhares de outros, são bons. Os próprios desejos da carne não são maus, a inclinação sim. Eu nunca vi espíritos humanos servindo a Jesus, e se os vir, vou repreendê-los. Vi, sim, milhares de pessoas,de carne e ossos, servindo-O. Por isso que o cristão crê que o espírito e a carne servem a Deus, diferente de todas as filosofias que pregam a valorização apenas do espírito. Assim, Agostinho expressou sua fé cristã: Eu creio na ressurreição da carne. Para os servos de Jesus, espirito e carne, ambos serão premiados pela ressurreição dos mortos.

Escreveram-me que esta festa do Natal era festa pagã, frontalmente contra a Palavra de Deus, e que fora incorporada ao cristianismo. Essas pessoas, esforçam-se em vão a nos convencer, através de citações enciclopédicas reconhecidas, falando de nossa posição cristã equivocada. Assim fazer os jeovás quanto à divindade de Jesus; os sabatistas quanto ao sábado; os ateus quanto ao evolucionismo, e outros... Nisto tudo cabe uma pergunta simples: Quem revelou que comemorar o Natal no dia 25 de dezembro é frontalmente contrário a Vontade de Deus? A enciclopédia Barsa! A Enciclopédia Britânica! Os dicionários pesquisados! Ou a Palavra de Deus? "Certamente o Senhor não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas."

Está errado dar aos livros o mesmo crédito que damos a Bíblia. Os livros são os esforços humanos para nos fornecer conhecimentos, mas como disse, estes conhecimentos são tendenciosos. A Bíblia é diferente de todos os demais livros do mundo, a Bíblia é a Palavra de Deus - a sabedoria que nos foi revelada. No demais, com respeito ao Natal, a nossa cultura e tradições são evangélicas, bíblicas, portanto cristãs. Nossos irmãos do passado nos legaram mensagens maravilhosas, hinos altamente espirituais, tudo sobre o Natal, e nada que os sinos gemem. Aqueles irmãos e seus consagrados talentos merecem uma consideração bem mais respeitosa que incorporadores de festas pagãs ao cristianismo. Sugiro que procurem em nosso site,  Link Cyberhimnal e maravilhe-se.

Há Milhares de hinos, produzidos em muitos séculos, sons, letras, músicas, autores, etc, etc... entre os quais, centenas de hinos de Natal. Nada de paganismo e de coisas que precisam de orações e clamores para serem reveladas. Estes irmãos, do passado, merecem um palavra de gratidão e louvor. Quando eu chegar aos céus quero dizer-lhes: Irmãos, estou grato a Deus por vocês. Não nos aperfeiçoaríamos sem esse exemplo de dedicação, amor e trabalho. Vocês foram maravilhosos, souberam usar, com grande santificação, seus talentos e dons na Obra de Jesus. O preço de seus exemplos, diante de um mundo indiferente que não sabe discernir entre o trabalho consagrado e a crítica mordaz, vai muito além do que podemos avaliar.

Escreveram-me dizendo terem sido tocados pelo Senhor para estudar o significado do Natal. Respondo que creio que o Senhor continua tocando nos corações a buscarem o significado do Natal. Todavia, não vamos achá-lo nas pesquisas acadêmicas, mas na própria Palavra de Deus. O plano salvador de Deus, através de Jesus e seu nascimento neste mundo, está desde o Gênesis até o Apocalipse. Este conhecimento está no livro do Senhor: Buscai no livro do SENHOR e lede; nenhuma dessas coisas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a sua própria boca o ordenou, e o seu espírito mesmo as ajuntará(Isaías 34:16).

Fomos criados por Deus como seres emotivos, portanto emoção e o desejo do saber, podem, perfeitamente, serem confundidos com o toque do Senhor. Creio que devemos confiar muito mais no racional que no emocional. Não obstante o emocional deve ter uma grande parte em nosso culto a Deus. O culto em sua extensão maior não é emocional, e sim, racional. Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. (Romanos 12:1 a 3)



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