CONTINUAÇÃO PARTE II
Todavia esse conhecimento pode estar aberto ou fechado. Não depende de leitura ou pesquisa, mas de o Pai revelar. Essa revelação não é algo existente interiormente no homem e não vem à luz como algo eminente dele: É o conhecimento procedente de Deus e que está na Bíblia. Não a contraria, não força interpretações, não distorce.
Está baseado na experiência racional, mas transcende. É como um mistério que estava oculto em Deus e foi-nos revelado. Não se trata de conhecimento teológico, conhecer a Deus e conteúdos relacionados. É conhecer a Deus, sim, mas também suas coisas e suas obras criadoras. É saber tudo que está aí, visto conforme sua revelação a Bíblia.
Exemplo: Você pesquisa sobre o Natal de Jesus. A pesquisa é algo bom, mas, queiramos ou não, tenderá mais ou menos para o lado de quem formulou os conteúdos. Se eu sou realmente um cristão, meus escritos não serão neutros das influências das minhas convicções em Cristo. Daí a pesquisa ter caráter de influência realmente cristã. Afinal, sou pastor desde 8 de fevereiro de 1958. Quando me converti ao Senhor Jesus, deixei o espiritismo e minha família paterna, para servi-lo e a sua Igreja, o que, ininterruptamente, tenho feito até hoje. Se a pesquisa foi realizada em conteúdos que se dizem históricos e científicos, sem tendenciosidade religiosa, mesmo assim ela é altamente tendenciosa, muito além do que se possa imaginar, porque o leme daquele barco foi virado tanto para o outro lado, que o rumo central foi abandonado. A neutralidade absoluta é impossível. É só ver um pouco da filosofia da História e tendenciosidade da Ciência, quanto ao ensino da Palavra de Deus. É lógico, que toda e qualquer pesquisa não deixará de ter uma influência: teísta, materialista ou panteísta. Concluindo a pesquisa, ela será a favor do Natal, contra o Natal ou que cada um comemore o Natal como achar melhor.
A primeira tem uma forte influência histórica de dois mil anos, a segunda é completamente adversa ao Natal e vai procurar dar às festividades do Natal e às tradições, uma origem pagã. A terceira quer se mostrar simpática com todos, como se pudesse chegar a Deus por qualquer caminho. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica (Tiago 3:15). Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia (Tiago 3:17).
Penso que nenhum servo de Deus, que tem recebido dele essa sabedoria, possa ficar calado diante de fatos relacionados ao nascimento de Jesus e sua comemoração.
Pois este é fato revelado. O fato é aquilo que é. Não se trata da minha consideração ou a quantidade da importância que eu dou. O fato do nascimento de Jesus o é em si mesmo. A História foi dividida em antes e depois de Cristo. Pergunto: Em que ano estamos?
Antes ou depois de Cristo? Não depende de alguém querer ou pesquisar. O NASCIMENTO DE JESUS É UM FATO E SUA COMEMORAÇÃO É DIA 25 DE DEZEMBRO! Desde o dia 19 de dezembro, os judeus começam a acender uma vela por dia até o Ano Novo. Ora, por causa disto eu não vou deixar de acender luzes ou velas em minha casa, em comemoração ao nascimento de Jesus. As festas judaicas e pagãs têm seus respectivos significados. As festividades do NATAL, tem o significado que damos: o Nascimento de Jesus. Se para alguns, Natal significa a vinda do Papai Noel, não é este o motivo e nem o fato da minha comemoração.
Como disse, o conhecimento revelado tem que estar de acordo com a Bíblia, sem forçar sua interpretação, nem usar seus textos fora do contexto, como pretendendo que o texto endosse o ensino. Escreveram-me citando Jeremias 33:3 - "Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece. Como que desejando insinuar que se eu clamasse a Deus, revelar-me-ia o insondável, cuja revelação seria que o Natal e sua comemoração é de origem pagã. Fazer isto, é dar ao texto um significado que Deus não lhe deu. Vejamos: A tradução usada foi extremamente infeliz na palavra insondável, porque contraria a própria Bíblia. O texto, no seu original, quer dizer coisas que não sabes. Deus revela aquilo que não sabemos e não o insondável. Deus não revela aos seus servos o insondável, porque " as coisas reveladas são para nós e nossos filhos, para sempre, porém as que não foram reveladas (insondáveis) são para o Senhor nosso Deus". (Dt. 29:29.)
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