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Missões Mundiais

Viagem ao Chile

Vista Panorâmica auto-estrada Chile
Vista auto-estrada Chile

Passava um pouco das 2 horas da madrugada, horário do Brasil. Os pastores Antonio e Célia nos aguardavam no aeroporto de Santiago, pois viajaram 5 horas antes. Como era cedo demais para continuar a viagem, ficamos conversando até pela manhã quando uma condução nos levou à rodoviaria. Eram 7:20 hs. hora local, quando saiu o ônibus que nos levaria a Concepción, a segunda cidade do País. Meu relógio, ainda com horário brasileiro de verão, indicava uma hora a mais.

Estávamos exaustos, e tão logo reclinei a cabeça no escosto da poltrona, adormeci. Não vi a saída da cidade. Acordei quando já passava das 10:00 hs. O Ônibus corria em grande velocidade numa boa e larga pista de duas vias. Podia ver a minha direita morros sem vegetações, que foram aparecendo à medida que a viagem prosseguia. Não demorou muito para perceber que estávamos num outro país, com costumes diferentes. Ao invés do ônibus parar para os passageiros descançar um pouco e comprar alguns alimentos, foi o cobrador que ofereceu alimentos e bebidas. Nossa refeição veio em uma bandeja de isopor: arroz, bem temperado, com carne picada em finos pedaços. Chegando em Concepción, uma das irmãs de dona Célia foi nos apanhar, levando-nos a Chiguayante, onde fomos recebidos.

O Pastor Jaime Aurélio Roa Barrietos e sua senhora Iris Roa Navarro nos receberam com muito amor e amabilidade e continuamos desfrutando de toda hospitalidade, bondade e bens dos amados companheiros do sagrado ministério.

O tempo, que aparentemente estava bom, logo fechou os céus, aparentando um clima de inverno. No sábado à noite tivemos o primeiro culto no Chile, na Iglesia Assemblea de Dios. Uma casa muito bem adaptada para o culto divino. O pastor Jaime já nos havia levado lá antes do culto e agora podíamos desfrutar da comunhão dos irmãos chilenos em Cristo Jesus. O culto foi dirigido por um grupo de louvores sob a liderança de uma jovem de aparência bem característica do povo chileno - baixa estatura, rosto alegre, olhos grandes, nariz levemente achatado e cabelos pretos, grossos e lisos, de acentuada linhagem indígena, com traços de mestiçagem espanhola.


O culto foi muito bom. O pastor nos saudou, o pastor Antonio, Celia e minha esposa saudaram os irmãos e juntos cantamos : "Divino Companheiro no Caminho", a pedido. Eu tive o privilégio de pregar a Palavra de Deus. Com base em 1 João 5, salientei que quem tem Jesus tem em si mesmo um testemunho de salvação. Assim contei minha conversão a Jesus. Também falei de meu trabalho: a Igreja, o ensino, a beneficência e a missão. Oramos por todos os irmaos, convidando-os a vir à frente. Tivemos um bom momento de comunhão e oração ao Senhor. Temos visitado vários lugares, que o pastor e sua senhora tem nos levado, mas a visita ao Pacífico foi uma sensação especial:

Conhecer o pacífico o grande oceano, oitenta metros mais alto que o Atlântico, o outro lado do continente americano, coberto pelos céus profundamente azuis, esparsamente salpicado com grandes nuvens brancas, como montanhas de algodão, e luz de brilho resplandecente, enfeitado por gordas gaivotas e aves voando em v, em pequenos, mas sequentes grupos de seis a oito, é um privilégio que a vida nos ofereceu, de magnitude tal, que não pode ser desprezado. Detido por montes, bastante diferenciados em seus contornos e formações, prova da heróica resistência para manter as águas em seus limites, estampa uma paisagem singular. Nem mesmo as praias estão fora de sintonia ao magnífico lugar.

Nada de areias brancas, que refletem a luz brilhante, pelo contrário, as praias de areias negras absorvem toda luz para que o majestoso, o insigne, não seja ofuscado. As praias de areias realmente negras, características de ações vulcânicas, muito inclinadas, abruptamente mergulham nas profundezas do mar, de tal forma que tomar banho ali é excessivamente perigoso. Corremos extasiados ao encontro das algas marinhas, como que atraídos pelas ondas de espuma muito branca que se esparramavam na extensão que os olhos podiam ver. O mar sendo tragado naquelas negras e suaves areias, nada tinha de pacífico, mas a visão majestosa nos falava da grandeza do nosso Senhor e Criador – Uma paisagem... tão natural que nenhuma foto, mesmo tirada com grande perfeição, poderia retratar.


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