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 O REI QUE ENSINOU LER A BÍBLIA E COM A BÍBLIA ENSINOU SEU POVO



 

E o Senhor era com Jeosafá, porque andou nos primeiros caminhos de Davi seu pai, e não buscou a Baalins, antes buscou ao Deus de seu Pai e andou nos seus mandamentos e não segundo as obras de Israel. (2º Crônicas 17:3,4)

Jeosafá assumiu o reinado de Judá em lugar de Asa, seu pai, que tinha boas estratégias de governo, conquistando terras e cidades de seu povo irmão, Israel, sem se preocupar com a penúria e a desgraça de suas populações. O interesse pelo povo era relativo, com um pensamento mais ou menos assim: Se podemos manter o conforto e o luxo dos nobres, não importa entregar toda riqueza desta nação aos estrangeiros. Chegou ao ponto de dar prata e ouro da Casa do Senhor ao Rei da Síria, para lhe ser simpático e oferecer-lhe sua mundana amizade.

A História muitas vezes se repete. Assistimos em nossos dias, chamados de época de globalização, autoridades abrindo mão de bens preciosos de suas terras em favor dos estrangeiros, para lhes parecerem simpáticos, evoluídos, acompanhantes do momento presente, sem se preocupar com as armadilhas contra seu próprio povo. Asa não somente fazia essas coisas horríveis contra o seu povo, mas até não aceitava com quem lhe era contrário, perseguindo seus opositores e impondo-lhes duras penas e severas punições. É o que constatamos em 2º Crônicas 16:10.

Aqui se poderia fazer um grande paralelo entre a vida naqueles dias e a de muitas pessoas que hoje detêm o poder. Nações chamadas subdesenvolvidas ou de terceiro mundo, com as chamadas nações ricas. Todavia deixo essas discussões e ponderações para serem debatidas num outro fórum, talvez pelos meus leitores de nossa comunidade, para não perder nas entrelinhas os objetivos desta mensagem de Deus.

Asa morreu de uma doença que putrificou seus pés, fazendo-o sofrer e agonizar durante dois anos. A despeito de toda perfumaria e especiaria usadas, jamais pôde afastar o mau cheiro de sua carne. Uma vez morto, seus utensílios foram queimados. Assim são aqueles que se imaginam donos do poder e vaidosamente se vangloriam de seus feitos, não obstante não passam de doentes, cuja podridão só é suportada por muito pouco tempo.

Com a morte de Asa, seu filho, que teve o ensejo de ver toda glória aparente de seu pai, afastou-se dos caminhos dele e seguiu os caminhos de Deus, caminhos administrativos de Davi.

Primeiro ele buscou ao Senhor e fortaleceu Judá, a tribo sobre a qual reinava. Estabeleceu segurança nas cidades para o povo viver em paz e não ser roubado ou espoliado pelos irmãos das outras tribos de Israel ou pelos estrangeiros.

"E pôs soldados em todas as cidades fortificadas de Judá e estabeleceu guarnições na terra de Judá, como também em Efraim...". (2o Crônicas 17:2)

Ele procurou andar nos caminhos de Deus, como andou Davi, que andou diante do Deus vivo, o Deus dos céus e da terra, o Criador, e não diante dos Baalins. Baalins eram ídolos, imagens de escultura, eram venerados ou adorados como são os santos hoje. As imagens destes deuses eram feitas em diversos tamanhos. Quando grandes, chamavam de Baal e eram monumentos para adoração. Quando pequenas, eram para as pessoas levarem consigo junto aos seus corpos, como para serem colocadas em lugares privilegiados dentro das casas. Jeosafá rejeitou os Baalins e andou nos caminhos do Senhor; por este motivo o povo enriqueceu-se, a nação prosperou. A idolatria é sem dúvida alguma a causa da pobreza dos povos, tanto no sentido material como espiritual. O Deus Criador abençoou o governo de Jeosafá, tornando-o muito rico e forte. Tudo como resultado de um governo que tinha o firme propósito de andar no caminho reto e agradável aos olhos do Senhor.

"Andou nos primeiros caminhos de Davi seu Pai, e não buscou a Baalins". (2o Crônicas 17:3)

Quando começou o terceiro ano de reinado, tomou a mais extraordinária decisão administrativa. Decisão que nem os mais ousados governantes cristãos de hoje tem tido a coragem e a lucidez de tomá-la: Ensinar o povo com a Palavra de Deus. Não é o mesmo que ensinar ao povo a Palavra de Deus. Há uma profunda diferença. Isto é o que fazemos em nosso sistema de ensino. Desde a alfabetização, a Bíblia é a Cartilha. São os princípios do Livro da Lei de Deus que governam o ensino e não a especulação de tentativa e erro nos planejamentos pedagógicos como existem no sistema de ensino hoje. Não é tendenciosidade, como o ensino da evolução que força seus estudantes a crerem em teorias jamais baseadas em fatos, mas apenas em especulações filosóficas. A Escritura diz que os fariseus percorriam toda a terra para fazer um discípulo e depois faziam dele um filho do inferno, porque abandonavam a fé em Deus e no seu poder, mas não deixavam de serem religiosos.

Enviou seu próprios príncipes para ensinarem na cidades de Judá. E com eles enviou os levitas, os mestres, os sacerdotes todos os homens cultos para ensinarem o povo. . (2o Crônicas 17:7 e 8)

Se os registros históricos bíblicos parassem por aí, se diria: foi um governo que se dedicou à educação do seu povo. Graças a Deus a Bíblia é completa e não deixa a menor dúvida:

E ensinaram em Judá, levando consigo o Livro da Lei do Senhor (isto quer dizer os livros da Bíblia, os existentes, do Velho Testamento); e foram a todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo. (2o Crônicas 17:9)

O ensino não deve ficar dentro dos palácios, entre quatro paredes: o ensino deve ir às cidades, a todas as cidades, ao povo, de lugar em lugar, de rua em rua, de casa em casa. Não se precisa de grandes estruturas para ministrar o ensino, precisa-se de gente que ensine o povo. Você tem algum conhecimento? O rei não quis ninguém ao redor dele bajulando. Foi como se dissesse: Não quero "pucha sacos" perto de mim. Vocês me admiram? Então vão ensinar o povo. Hoje se diria: Vocês são obreiros, são padres, são filósofos, são mestres, são professores, são pastores? Vão ensinar ao povo em todas as cidades e lugares. Num mutirão pela educação, erradicaríamos o analfabetismo em um ano.

Em nome do Senhor, eu desafio os governos do mundo: Tomem o Livro do Senhor (a Bíblia) e ensinem todas as cidades, em todos os lugares com a Bíblia! Não é ensinar a Bíblia, mas com a Bíblia - A Bíblia é a cartilha. O segredo do sucesso não estava no programa educativo, mas em:

"E eles, levando consigo o Livro da Lei do Senhor, foram a todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo". (2o Crônicas 17:9)

Então veio o resultado:

"E veio o temor do Senhor sobre todos os moradores das terras que estavam ao redor de Judá e não guerrearam contra Jeosafá." (2º Crônicas 17:10)

Estão falando da violência, todo mundo pede paz. Falam das guerras entre traficantes e bandidos, contra a polícia. De um estado de criminalidade dentro do Estado. Mas não falam em ensinar com a Bíblia.

"A terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor como as águas cobrem o mar." (Habacuque 2:14)

Quando os mestres, as autoridades civis, políticas, judiciárias, militares e todos os cristãos, os crentes em Jesus Cristo, que acham que ensinar com a Bíblia é fanatismo, é antidemocrático, se dobrarem humildes diante da majestade do TODO-PODEROSO DEUS CRIADOR.

E isto acontecerá segundo as profecias de Habacuque 2:2 a 4).

"A visão, disse ele, é para o tempo determinado. Se tardar espera-o, porque certamente virá e não tardará. .Escreva bem legível em tábuas, porque poderá ler até quem passar correndo."

Todos aprenderão a ler pela Bíblia.

A profecia de Habacuque já começou a se cumprir e muito em breve aqueles que acham que o livro de Deus, a Bíblia, não presta para ensinar os homens, que precisamos de cartilhas, se convencerão dos extraordinários resultados em ensinar pela Bíblia.

As pessoas por enquanto acham que ensinar com cartilhas torna-se mais fácil. Depois que as pessoas já sabem ler e escrever, poderão ler a Bíblia e o que mais desejarem. Talvez seja, mas não devemos nos esquecer que ensinar e conhecer, além de outras leis do ensino precisa-se antes de tudo de motivação. Motivação para ensinar e motivação para aprender, o que nem sempre o dinheiro alcança. Mas a fé em Deus alcança.

Oro a Deus para que as autoridades que agora vão tomar o poder depois destas eleições sejam homens da fibra de Jeosafá que serviu ao Deus vivo. Não precisamos de religiosos no poder, cujo deus é o ventre e seus bacanais de corrupções. Sejamos como Jeosafá, decidido a ensinar com a Bíblia, fazendo o que era reto diante do Senhor.

Leiam todo o texto e vejam sob esta nova luz que agora lhes apresentei, o quanto se poderá dizer e fazer. Que o Espírito Santo os ilumine e complete seu ensino nos corações de todos nós.





Gilberto Stevão
Pastor