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 AOS MONITORES COM AMOR !



 

Trabalhando uma vida inteira dedicado ao ensino, especificamente à educação, não a mera transmissão de conhecimentos, como tenho observado nos sistemas de ensino materialistas e evolucionistas que dominou a escolarização, cheguei à conclusão de que dedicar-se à escolarização das pessoas, não vale a razão de uma vida. Concluí, pelo contrário, que a violência, a criminalidade, a ganância nos corações, as enormes injustiças como das desigualdades humanas, preconceitos, raça, cor, padrões sociais e todas as demais coisas ruins que existem no mundo são fruto direto do sistema de ensino reinante.

Vi a boa vontade de bons e altamente qualificados mestres que desejaram mudar esse quadro para melhor, propondo ensinar religião nas escolas. Mesmo sendo a religião uma coisa boa, é um aviltamento à liberdade das pessoas, se fizer parte do currículo obrigatório, o mesmo se podendo dizer de algumas outras matérias. Por outro lado, se religião for matéria de livre escolha na escola, só farão essa escolha as pessoas religiosas, mas ensinar religião é dever das religiões e não da escola; não havendo obrigatoriedade de freqüência nesta disciplina, quem precisa ouvir não se fará presente.

O que deve ser ensinado nesta área é Jesus, sua vida e seus ensinos. Ensinar Jesus como um ente histórico devia ser obrigatoriedade em todos os níveis de escolarização. A contextualização de seus ensinos, não somente causa profundo interesse nos estudantes, mas alcança os objetivos da educação, que se traduz em real mudança de comportamento.

Não sabendo como salvar o gigantesco sistema subvencionado pelo Estado, chamado erroneamente de educação, ilustres personalidades têm proposto seguidas mudanças. Em períodos curtíssimos têm surgido várias inovações; todas sem alcançar os objetivos, porque os erros estão nos princípios educacionais. No Brasil a mais recente mudança, prega que a escola deve ensinar para a vida. Sem dúvida é uma das mais sábias propostas que tenho ouvido em minha vida no sistema de escolarização, especialmente porque parte do conteúdo pode ser ministrado por livre escolha, todavia ainda não dará certo e não alcançará as mudanças sociais que se pretende, enquanto não se reconhecer o princípio básico.

Há uma profunda diferença entre ensinar e educar. Enquanto Deus, como o Ser Criador, for banido dos princípios educativos todo o esforço será em vão. A Bíblia diz: No princípio era Deus. A rejeição deste princípio é tendenciosidade, é se opor ao Bem, é aceitar e desejar continuidade de tudo que aí está. Assim como uma fonte não pode jorrar água saudável e pestilenta ao mesmo tempo, não se pode ensinar a criação feita por um ser sobrenatural, o Deus Criador, em algumas disciplinas, e todo o sistema ser, nas origens, ateu, materialista, afirmando que a criação se deu por processos naturais. A mesma coisa é ensinar que Deus existe, mas usou o processo natural, materialístico na criação do mundo, chamado de evolução teística.

Isso cria sérios problemas morais e éticos, pois um Deus não interessado na sua criação é um Deus não pessoal, que em nada se interessa pelo ser humano. É como se Deus existisse, sabemos que Ele está ali, mas não vem em nosso socorro e ajuda. Continuamos, na verdade, sozinhos no universo.

Chequei a uma simples, mas óbvia conclusão: A Educação não é dever do Estado, porque o Estado em si não é nada e não é ninguém: O Estado não tem nenhuma educação para ministrar. A educação é dever dos pais. A escola errou e os mestres devem reconhecer que o orgulho pela escolarização os encheu de vaidade a ponto de rejeitarem a educação dos pais, porque estes não conheciam as letras ou possuíam pouca escolaridade. O ensino deve ser patrocinado pela Estado, mas não a educação.

A educação é uma sabedoria trazida pela família; vem desde a criação do homem. Esta é a mais forte razão por que ninguém deve transferir a ninguém a Educação de seus filhos. Não devemos deixar que o orgulho dos "doutores em educação" nos engane. Todos devem fortalecer em seu íntimo a convicção de que: OS MEUS FILHOS EDUCO EU. A EDUCAÇÃO DELES É DE MINHA EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE. NÃO PASSEI PROCURAÇÃO AO ESTADO, E NÃO PASSO A NINGUÉM O QUE É O MEU DEVER INSTITUIDO POR DEUS.

Paulo era um homem estudado, embora sendo judeu de nascimento, sabia que historicamente, temos dívidas com muitos povos antigos, que de geração a geração, foram-nos transmitindo seus conhecimentos, por isso Paulo disse em Romanos 1:14: "Eu sou devedor". Se a gente sabe alguma coisa boa, deve ensiná-la para outras pessoas. Assim como egípcios, gregos, romanos, árabes, chineses, e muitos outros povos nos ensinaram coisas que ajudaram o progresso de nossas vidas, somos devedores de ensinar com a Palavra de Deus, a Bíblia, a estudiosos como os gregos, e as pessoas simples como os bárbaros, pois a salvação vem dos judeus por Jesus Cristo.

Ensinar pela Bíblia tem mais que uma razão e alcança-se no mínimo dois objetivos. Qualquer crente em Jesus Cristo pode com o testemunho de sua própria vida enumerar várias razões por que se deve ensinar com a Bíblia. O primeiro objetivo é que o Deus Verdadeiro, o Deus Criador, ainda oculto aos "sábios e entendidos ", se revela por si só na Sua Palavra; o segundo é o conhecimento das coisas que nos cercam neste paraíso em que fomos colocados.

Ao ensinar pela Bíblia, tendo-a como princípio de meu ensino, creio que ela como Palavra Viva de Deus realizará por si só os propósitos para a qual o Criador a estabeleceu. Creio que a Palavra não volta vazia. Creio que Ela é para tudo proveitosa, especialmente para ensinar.

Creio que Deus vela pela sua Palavra, fazendo-a cumprir-se em tudo. Creio que Deus pôs sua Palavra acima do seu próprio nome. Creio que o Criador se revela a si mesmo pela sua Palavra. Enquanto estou ensinando as miríades e maravilhosas coisas deste mundo, o próprio Senhor Deus está se revelando ao meu aluno.





Gilberto Stevão
Pastor