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 EDUCAÇÃO RELIGIOSA NAS ESCOLAS DO ESTADO E OS GRAVES PROBLEMAS SOCIAIS



 

Reputo que os graves problemas sociais que vivemos hoje, como a violência e a criminalidade, o furto e o roubo, a sexualidade precoce e pais crianças, os lares desfeitos e crianças abandonadas, o analfabetismo e a má formação educacional, a degeneração do caráter e a acentuada discriminação, assim como muitos males existentes hoje, a escola e sua filosofia de ensino, ambos, são os responsáveis diretos por eles.

A escola seguiu por caminhos errados, primeiro rejeitou a idéia de um Deus Criador e o substituiu por um sistema ateu, em que o mundo se criou por si próprio.
A fim de fundamentá-lo, criou absurdas teorias como a do evolucionismo: do nada tudo vem à existência, sem necessidade da vida inerente de um Ser Criador.

Declarou por princípio que uma explosão, uma grande explosão, veio a ser o princípio de tudo. Estabeleceu a sobrevivência das espécies, baseada na lei dos mais aptos e mais fortes. De nada adiantou cientistas, como Pasteur, demonstrarem que a vida não pôde surgir espontaneamente, a não ser de outro ser vivo, isto é, de um pai e de uma mãe.

No princípio esses cientistas foram ridicularizados. Depois, diante de toda a evidência, acabaram por colocar nos livros os verdadeiros experimentos deles, mas não mudaram suas posições, pelo contrário, insistiram em seus ateus e incrédulos argumentos.

Os professores de poucos recursos, na sua maioria, passaram a repetir aos seus alunos os mesmos argumentos ateus, dos donos do sistema educativo vigente.
Portanto, falar de Deus que pode ser Jaci, Guaraci, Alá, Buda, Jeová, Javé, Oxalá, Olurum ou outras forças da natureza, em nada vai mudar o sistema materialístico e ateu proposto, muito menos mudarão as pessoas que não são obrigadas a assistirem um bla bla bla sobre religião..

Quem conhece a escola só pelo lado de fora, desconhece os milhares de servos de Deus que labutam diariamente em suas disciplinas na sala de aula, aproveitando cada oportunidade para falar de Jesus. Verdadeiros missionários na educação! Todavia o sistema não muda.

Sou de convicção que o ensino religioso em nada ajudará a mudar o quadro dos graves problemas que vivemos em nossos dias. Para o bem da verdade, o ensino de Jesus, o Salvador do mundo, não deve ser misturado com ensino religioso, pois salvação nada tem a ver com ensino religioso.
E se alguém for ensinar todos os erros do atual sistema de ensino, causará um conflito tão grande que o sistema não subsistirá. O Ensino de Jesus não deve ser ministrado nas escolas do Estado, pois ele não será aceito como verdade absoluta de Deus para salvação dos homens, mas apenas como uma outra disciplina, fazendo parte do conjunto.

Assim como as Igrejas devem ser completamente separadas do Estado, deve ser também o Ensino de Jesus. Para se ganhar almas, usando a estrutura da Educação, devem existir grupos especialmente preparados para visitar escolas esporadicamente, pregando, dando testemunho de conversão, mudança de vida e transformações realizadas pelo poder do Evangelho. Isto sim, de surpresa deve ser jogada a rede do evangelho.

Estes grupos devem ser ligados à Igreja local que prega e exige o novo nascimento em Cristo, para que os convertidos sejam encaminhados a uma sólida estrutura de vida cristã. Isto será ensino religioso com real resultado. Outras formas de ensino religioso será confessional ou não confessional, isto é religião. O que a educação está precisando não é de religião, nem de ensino religioso, pois cada pessoa professa uma religião, achando que ela é a melhor e assim os objetivos do evangelho de Cristo, infelizmente não são alcançados.

Seguem algumas ponderações por que ensinar religião nas escolas do Estado não leva a lugar algum:

  1. Religião todos têm uma e leva os homens para o inferno, pois não os transforma para Deus.

  2. Não acrescenta nada aos valores morais e espirituais do homem.

  3. Os alunos não têm nenhum interesse nas aulas de religião e os que a freqüentam são na verdade pessoas que não precisam dela.

  4. Ensinará às crianças o catolicismo, o espiritismo, a umbanda, e as religiões orientalistas ou crenças cristãs carregadas de ensinos da nova era, gnomos, bruxas, anjos protetores, etc.

  5. Os professores são acadêmicos de história e geografia e não salvos por Jesus.

  6. Os acadêmicos de teologia, com graduação para tal disciplina, formados com a atual crítica teológica, acabam se tornando tão materialistas quanto os próprios professores descrentes, de qualquer área de ensino. Não esqueçamos que sempre há honrosas excessões!

  7. A Constituição desobriga o aluno a assistir tal disciplina. Não adianta nenhuma lei menor tentar obrigatoriedade de freqüência, pois um simples mandado de segurança garantirá o direito à liberdade religiosa para qualquer pessoa que o buscar.

  8. A Educação atual é um sistema ateístico, materialístico, naturalístico e evolucionista, conflitante com o ensino de um Deus Criador no qual cremos, pregamos e ensinamos.

  9. Este sistema de educação proposto está condenado ao sepultamento, pois está morto, não devemos perder tempo para salvar um morto, o que precisa é enterrá-lo.

  10. Não devemos passar procuração ao Estado para educar nossos filhos sobre as coisas religiosas. É meu dever cristão educar os meus filhos. E quanto aos seus?

  11. O Estado não tem nenhuma educação em Cristo para passar aos nossos filhos.

  12. Não devemos perder nosso precioso tempo com um sistema de lixo que está aí nas escolas. Devemos colocá-lo no seu devido lugar: na lata do lixo.

O QUE NÃO RESOLVERÁ:

Debates sobre ensino religioso nas escolas não levará às soluções dos problemas educativos. O debate tem o seu grande valor, pois traz em si as experiências compartilhadas por cada debatedor, mas os resultados serão efetivamente palhativos, no tocante a ajudar no melhoramento do sistema neste crucial momento. Não podemos nos esquecer que o governo está interessado apenas em estatísticas.

Basta saber que o Governo que deixou o poder, oficializou de certa forma que todos com idade igual ou superior a 17 anos recebessem certificados de primeiro e segundo graus sem a devida, nem digamos escolarização, mas sem os conhecimentos mínimos necessários a tais graus. Basta mencionar que um analfabeto foi aprovado num vestibular de direito. Não quis cursar, porque era mais honesto que os que ditaram tal política educacional.

Todavia "para inglês ver" valeu, pois o governo até foi premiado no exterior e a ONU viu num sistema de alfabetização, que ainda ensina primeiro todas as famílias silábicas, sem ensinar juntar as letras e as palavras, como um modelo a ser apresentado em outros países. Honestamente, falando de ensino religioso, as suas e as minhas experiências não ajudarão em nada, pois não mudarão a escolarização proposta. O que se necessita agora é mudar o sistema e não melhorá-lo ou remendá-lo. "Não se deve colocar vinho novo em odres velhos", disse Jesus.

Além do mais, só a salvação em Jesus transforma o professor em educador, especialmente porque o sistema é grande em demasia e a arrogância estabelecida pelas cátedras não cederá lugar à humildade indispensável para reconhecer que o sistema está morto, e nada, absolutamente nada, poderá revivê-lo.

A Palavra de Deus diz que de uma mesma fonte não pode jorrar água saudável e pestilenta. O ensino religioso não mudará o sistema, pois o mal parte desde seus fundamentos. É preciso mudar os fundamentos: Não se pode chamar educação o que não o é. Existem milhares de analfabetos das letras, nos conhecimentos, na funcionalidade, e são de invejável educação no real sentido do termo. Enquanto há outros milhares especializados em toda forma do saber e quanto à educação são verdadeiras irracionalidades humanas.

Não é intenção deste artigo salientar toda estupidez reinante neste país, pois resultaria em muitos e muitos volumes de livros. Portanto, pelo pouco que conheço da Palavra de Deus, ensino religioso não poderá salvar os homens.

Concluo, cônscio de que todos têm direito de procurar caminhos, encontrar saídas num momento tão difícil, mas em minhas observações de vida e das atitudes dos homens, como pastor e educador, o ensino religioso não poderá acrescentar nada à educação proposta pelo Estado, a não ser uma disciplina a mais no currículo e algumas horas aulas a mais para serem pagas.

O QUE RESOLVERÁ:

Uma Escola Cristã, baseada nos princípios Bíblicos, ao lado de cada Igreja de Jesus, com servos de Deus ministrando aulas às nossas crianças, ajudando os pais a educarem seus filhos para um mundo melhor.
Os educadores poderão ministrar uma disciplica obrigatória, como tivemos em nosso Colégio, Jesus: Sua vida, Seus ensinos. Isto aplicado didaticamente em todas as séries e em todos os níveis, com base no Novo Testamento. Ensino histórico (Sua Vida) na primeira fase do primeiro grau, introdução ao seus ensinos, na segunda fase do fundamental. Seus ensinos contextualizados para o segundo grau e tópicos filosóficos e teológicos no terceiro grau.

APELOS AOS EDUCADORES CRISTÃOS:

Todos que crêem ser possível mudar a educação para algo novo, devem reunir-se, estando dispostos a participar, pagar o preço em bons debates, num Simpósio, que lançará bases de como encerrar esse sistema escolar equivocadamente chamado de educação, que trouxe todas as desgraças existentes hoje, destruindo os valores da família, os valores do amor ao ser humano, substituindo a pessoa do Deus Criador pelos frágeis conhecimentos dos homens.

E aí então criar um novo sistema centralizado nos princípios do Deus Criador, em Cristo que se fez por nós Sabedoria de Deus, levando os homens a amar seu semelhante, promover a igualdade dos direitos, num mundo onde todos são irmãos.

Por este caminho... Com gente que pensa assim... Que não vê utopia nisto... Crê nesta possibilidade... Onde nao existe lugar para o ateísmo... Esse materialismo criminoso que aí está não encontra suas bases na lei dos mais fortes... Em que a justiça traz as lágrimas da felicidade... Se tivermos que reescrever os livros.. Faremos! Como o faremos?... Desejo colocar o ponto final, mas quero fazê-lo após um sentimento pessoal e uma Palavra de Deus. Com alegria daria os dias restantes de minha vida para sentar junto com aqueles de igual sentimento... Prazerosamente somaria com estes, dividindo o pouco ou o muito de todas as minhas experiências.

O Salmo 11 verso 3 diz: "Se na verdade os fundamentos se transtornam QUE POR FAZER O JUSTO?" (os grifos são meus) Trata-se de uma pergunta. Nossa resposta não pode ser reconstruir sobre um fundamento ruído, sob pena de vê-lo ruir aos nossos olhos. Os justos poderão arrancar os "fundamentos transtornados" e lançar novos fundamentos, os da Palavra de Deus, e sobre estes construir nosso sistema educativo.

Estes suportarão toda sorte de tempestades, enchentes e ventanias.
Ctba, 31/01/03





Gilberto Stevão
Pastor