"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;"
"Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa." (Mateus 5: 6 e 11)
"O que é já foi; e o que há de ser também já foi; e Deus pede conta do que passou." Eclesiastes 3:15
Deus só não levará em conta o tempo da ignorância quando há possibilidade de arrependimento. Depois da morte nada mais pode mudar. "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam," (Atos 17:30.)
Não precisamos de cristãos nominais no poder, seja no judiciário, Congresso, legislativo ou no executivo, em Brasília ou outro lugar do mundo. O que necessitamos é de gente comprometida com Jesus e Sua Palavra.
"os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos;" (1 Pedro 4:5.)
"De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus." (Romanos 14:12.)
Durante todos os anos em que Rafael Grecca de Macedo foi prefeito em Curitiba, todas as Igrejas evangélicas sofreram muitas perseguições. Não se podia fazer um culto ao ar livre, tanto que até hoje os crentes não fazem mais culto ao ar livre. Uma prática que ajudou a criar muitas igrejas em todo o Brasil.
Mas não foi só as Igrejas que sofreram duras imposições do poder municipal, as instituições beneficentes e educacionais também. O Lar Shalon sob duras penas, montando barracos de lonas plásticas pretas pelos matos, conseguiu sobreviver.
Sobre as casas de recuperação de viciados em drogas ainda não havia legislações regulamentadas, o que não é o caso das Instituições Educacionais, sobre as quais sempre pesou dura legislação. A questão não era de legalidade; era o domínio do catolicismo sobre os evangélicos. Os evangélicos sofreram calados, para não criarem uma outra Irlanda no Brasil. Mas se dependesse da vontade do prefeito Grecca, isto já teria acontecido.
Jogou no lixo o monumento à Bíblia e só o recolocou muito fora do centro e de seu local de origem, por pressão, que pessoalmente fui fazer na Câmara de Vereadores. No local da Bíblia, colocou um monumento ao Padre Basílio de Itiberê. No local do Barão do Cerro Azul, colocou um poste ídolo de mais de 10 metros de altura. Fechou a rua, em frente à Catedral Metropolitana e colocou um jardim. Isto tudo à revelia das leis da Câmara dos Vereadores.
Colocou monumentos aos santos católicos nas praças mais importantes e levantou uma estátua ao papa João XXIII e deu ao local o nome do papa. Reformou e reconstruiu todas as Igrejas e Instituições católicas, tudo com dinheiro do município, nada oferecendo às igrejas ou instituições evangélicas. Todos os crentes e igrejas de Curitiba sabem disto, menos o Brasil por que os evangélicos de Curitiba resolveram sofrer calados.
Quando hoje recebo e-mails de movimentos católicos convidando jovens evangélicos para participarem juntos, sinto toda a astúcia de satanás, pois estas coisas não aconteceram na idade média, mas há coisa de menos de 10 anos atrás. O catolicismo está vivo, idólatra e feiticeiro como sempre foi. Todo cuidado com eles é pouco. Peça a um católico renunciar orações a Maria, a queima de velas e incenso às imagens de esculturas, que você saberá que a adoração a Mãe dos Céus - a deusa dos Fenícios, está bem viva entre eles. Não quero mencionar apenas os aspectos religiosos, mas o descaso das autoridades pela educação. Vou contar-lhes o que aconteceu com o mais tradicional e conhecido Colégio Evangélico.
O ano de 1995 foi para o Colégio 19 de Dezembro um ano de observações estarrecedoras, do completo desinteresse que as autoridades tem pela Educação. Não há nenhuma conscientização de fato, isto é, de verdade, que a educação é algo de grande valor, pois vimos como a educação é desprotegida em todos os aspectos pelos poderosos. Uma cidade como Curitiba assistiu silenciosa o massacre imposto por alguns magistrados, com apoio do prefeito municipal, e da indiferença do Governo Estadual.
Nenhum magistrado de bem levantou a sua voz publicamente para expor os equívocos do judiciário. Nenhuma autoridade governamental: municipal ou estadual concedeu audiência para ouvir a voz da educação. Apenas a Câmara Municipal deu seu apoio para, como José de Arimatéia, nada podendo fazer por Jesus, pedir seu corpo para sepultá-lo. Apoio daqueles que precisam da educação, do povo, não faltou.
Os poderosos, que mandam neste "país", despreparados, e ávidos em receber propinas, entenderam que se deveria despejar o Colégio 19 de Dezembro e fazer no local a ampliação do estacionamento para carros. Isto era mais importante para o setor histórico da cidade de Curitiba do que um tradicional estabelecimento de ensino. No governo de Álvaro Dias em semelhante situação, não somente foram ouvidos os artistas, como desapropriou parte da propriedade em discussão e a entregou ao Teatro da Classe. Tribunos e governantes do Paraná que negaram um mínimo de consideração ao Colégio 19 de Dezembro, por ser cristão e evangélico, que fez HISTÓRIA pelo seu presente e pelo seu passado na EDUCAÇÃO de nosso POVO, demonstraram o seu tipo de formação e seus valores primordiais. Nada de atenção, não só por ser uma simples escola, mas e principalmente pelos princípios ali ministrados: princípios bíblicos que acentuam os valores da pureza, da ética, da moral da família.
Ninguém deve se iludir que detentores do poder no Paraná se preocupam com valores, com aquilo que é honesto, com o que é justo; que querem o combater às drogas, a criminalidade, o roubo. Nada de reconhecimento ao Colégio 19 de Dezembro por seus 30 anos de trabalhos dedicados à educação do Paraná, aos mais de 50 mil alunos que passaram pelo 1º e 2º graus, mais de 20 mil adolescentes e adultos alfabetizados em 106 Municípios do Paraná. Na verdade, o que se pode esperar de quem nada possui de virtude e de valores, onde o capital tem maior valor que a virtude, que a honra, que a dignidade, que a moral.
O duro e doloroso processo enfrentado pelo 19, ganhou do ministério público apenas alisamento gentil: Foi um processo mal encaminhado. Tanto que, despejado o Colégio 19 de Dezembro, o Governo do Paraná, nas pessoas de Jaime Lerner e Rafael Grecca de Macedo, seu secretário de Administração que nunca deu um único centavo de incentivo à educação, em convênio com Cássio Taniguchi, prefeito municipal que nem o imposto predial concedeu a uma associação, unem-se na gastança de milhares de reais para reformar o prédio histórico a fim de fazer dele uma escola de dança. O mais patético de tudo foi a grande placa colocada no local durante as reformas do prédio, com os expressivos dizeres: Governo do Estado do Paraná e Prefeitura de Curitiba: TUDO PELO SOCIAL.
Todavia, nesta efêmera existência, Deus não nega o seu sol a justos e injustos, mas é na eternidade que o Senhor acertará as contas. O Justo juiz não errará, dando a cada um a justa recompensa dos seus méritos.
Nós os cristãos, sempre oferecemos, enquanto estivermos aqui, oportunidade para arrependimentos e mudança de vida. Em nossos corações nunca há falta de um lugar para o perdão.
A imprensa curitibana, como todas as demais, sempre ávida por notícias escandalosas e mirabolantes, como os animais de rapina que sempre avançam sobre sua presa à procura permanente de carniça, quando tal não achou, enfocou apenas os aspectos imobiliários e não tomou para si os aspectos da educação, ou seja, não viu ali os mais de 30 anos de valores dedicados a boa educação. Aliás, espaço na mídia da imprensa só para bandidos e políticos da pior espécie, com raríssimas exceções.
Para o Prefeito Municipal de então, Rafael Grecca de Macedo, envolvido posteriormente em todo escândalo e crime dos cassinos e jogos de azar, que há muito desejava pessoalmente o lugar, o ponto era o mais importante. Para o Governo Estadual Jaime Lerner apoiar um companheiro de política era mais importante. Para o proprietário que havia comprado por 6.000 (seis mil cruzeiros) na época, duzentos mil dólares, e escriturado por 4.500, (quatro mil e quinhentos cruzeiros) mesmo perdendo o prédio histórico, ainda era vantagem, pois o terreno desmembrado do prédio de valor histórico, e estando no ponto central de Curitiba alcançaria um valor superior a 1.200.000 dólares. Um aumento de quase 5 vezes mais do que o da aquisição. E a ordem dos Advogados do Brasil? Essa nem apareceu, nem se pronunciou! Ao ter os juizes envolvidos a garantia de suas promoções, despejando o Colégio 19 de Dezembro, nem bem saímos, pois havíamos deixado umas 400 a 500 mesas escolares e cadeiras por lá, o prédio "pegou fogo". Quem poderia ter colocado fogo? Quem levou vantagens pelo prédio ter "pegado fogo"?
O Colégio pagava o seguro do prédio contra incêndio. A Lei Municipal de Curitiba, estabelece para tais casos o pagamento apenas do terreno desapropriado. E as pinturas no teto de grande valor histórico? Por que conservar a memória das coisas da antigüidade? Colocando tudo abaixo, não se pode ter um prédio moderno, mantendo a fachada dele? Não se pode fazer internamente as divisórias como desejado? O problema eram as pinturas do teto. Bem, com tudo interiormente queimado é possível fazer o interior como se desejar e fazer uma nova pintura no teto para "inglês ver".
O único desembargador de origem evangélica disse a este escritor, na semana que antecedeu o despejo que ele não se envolveria. Três dias depois, dessa conversa telefônica, foi chamado a presença do Criador para se explicar por que se curvara à vontade dos ímpios (teve um enfarto fulminante). O juízo deve ter sido pesado porque o desembargador sabia do preço da luta que seu próprio irmão médico havia pago no Hospital Evangélico e que agora o pastor estava passando. Como, mesmos irmãos de sangue, podem ser tão diferentes quando se refere a fé em Cristo e dedicação à causa do Evangelho. Pois o médico quando necessário, ia a residência do pastor para atender graciosamente quando os filhos deste ficavam doentes.
O testemunho de amor demonstrado por seu irmão ao pastor, era de um lutador pelo evangelho, e isto não lhe era suficiente para tomar a causa da educação evangélica e se pronunciar no tribunal? Ou chamar a imprensa e fazer conhecida a malignidade feita à causa da Educação Evangélica no Paraná? Esse pastor visitou o esquife do ex-desembargador, naquela hora da manhã. Não havia ninguém na Igreja ao lado do corpo, apenas o filho, também juiz. Estava encostado ao caixão com a cabeça curvada sobre a mão. Viu este pastor entrar, colocar a mão sobre o peito frio do pai e dizer-lhe: Há meu irmão, perdeste a oportunidade de levar alguma coisa a mais para apresentar ao pai na eternidade, e retirou-se.
O ex-secretário de Educação do Paraná, pastor evangélico, da mesma Igreja, então deputado federal, também em nada se manifestou. Poucos dias após teve um acidente automobilístico e foi se explicar ao Criador. A explicação deve, sem dúvidas, ter sido difícil, porque quando era apenas pastor evangélico foi também tesoureiro da Ordem dos Pastores de Curitiba, cujo colega agora perseguido, havia servido junto, como secretário, da mesma ordem, na mesma gestão.
Os "bodes" disseram que não deviam auxiliar a causa evangélica da educação, pela qual seu colega lutava e se desgastava há 30 anos? Por que deixou de fazer um pronunciamento na Câmara Federal, sobre as injustiças contra o evangelho que as autoridades faziam na Paraná?
Que o Criador, na sua infinita misericórdia, tenha absolvido a ambos! O silêncio dos bons é tão maligno quanto às injustiças dos maus.
Muitas autoridades do Paraná um dia hão de se pronunciar diante do criador pelas suas malignidades ou pelo seu silêncio.

Gilberto Stevão
Pastor