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EMPRESÁRIO COM HIV VIVE LOUVANDO A DEUS
FRANCISCO CARLOS MARQUES PEREIRA
Carlinhos (como os amigos o chamam) e Luciana contam sua história a quem queira ouvir. Como preletores da ADHONEP, já compartilharam suas vidas diante de milhares de pessoas, em dezenas de capítulos. É que, para ambos, o que foi um dia uma sentença de morte é hoje uma bandeira, a prova concreta da atuação e da presença de Deus em suas vidas.
Comerciante no ramo de panificação, nascido em Portugal há 36 anos, Carlinhos chegou ao Brasil com 12 anos de idade. Trabalhando até 16 horas por dia, de domingo a domingo, antes de completar 18 anos de idade já era dono de uma panificadora. Aos 30, já como um imigrante próspero e realizado, decidiu casar-se.
Conheceu Luciana. "A festa de casamento foi fantástica", conta ele. "Fizemos tudo de acordo com o que a Luciana sonhava, com o que eu sonhava".
Outro sonho iria realizar-se menos de dois anos depois: a gravidez de Luciana. Aos 33 anos, Carlinhos considerava-se perfeitamente preparado para ser pai.
Mas, uma nuvem escura surgiu na vida do casal depois do primeiro exame pré-natal de Luciana: ela era portadora do HIV.
Ao receber a notícia, Carlinhos sucumbiu: "Meu Deus, acabou a minha vida!" Embora não pertencesse ao grupo de risco, nunca tivesse usado drogas, tinha absoluta certeza de que só ele poderia ter contaminado a esposa, fato que exames posteriores iriam confirmar.
Pensou em Luciana e no filho que estava a caminho: como poderia encará-los dali para frente? Em seu desespero, chegou a ter uma idéia horrível: "Eu mato a Luciana e me mato em seguida, ninguém vai ficar sabendo dessa situação."
Quando os dois deixaram o hospital, o empresário pensava em como executar seu fatídico plano. No caminho até o carro, porém, Luciana falou: "Carlinhos, meu amor por você está acima de qualquer coisa."
As palavras da esposa calaram fundo no empresário. De onde ela tirava forças para reafirmar seu amor por ele numa situação daquelas? Aquela atitude o fez lembrar-se de uma reunião de empresários da qual havia participado. Na ocasião, ele ouviu o depoimento de um preletor, mas de tudo o que foi dito só uma frase ficara gravada na sua mente: "Eu vim aqui falar para vocês de um Deus que é um Deus do possível e do impossível."
Assim que pôde, foi com Luciana procurar uma pessoa que já os vinha convidando para um evento da ADHONEP.
"Quando chegamos à casa dessa pessoa, ela orou por nós de uma forma sobrenatural", conta Carlinhos. "Fazia uma semana que eu não dormia e nem me alimentava".
A partir daquele momento, o casal entregou suas vidas ao Deus do impossível. Carlinhos passou a sentir-se mais aliviado.
Quando Davizinho nasceu, soropositivo como os pais, a confiança de Carlinhos e de Luciana no Deus do impossível foi testada até o limite. O casal estava com uma carga viral (índice que permite medir a gravidade da doença) altíssima. O tratamento com o AZT parecia não fazer efeito. "Eu já estava passando de soropositivo para aidético", lembra o empresário.
Nos meses seguintes, e durante mais de um ano, Davizinho, em tratamento desde o ventre, também não apresentaria sintomas animadores.
"Quando ele completou 16 meses de vida, nós três fizemos um exame e fomos levar os resultados aos médicos. Fomos primeiro à médica do Davizinho. Ela abriu o envelope e perguntou: vocês já olharam o resultado? Diante da resposta negativa, levantou-se e nos abraçou com lágrimas nos olhos. Era a nossa vitória. Deus não precisava nos abençoar em mais nada. Ele já havia dado a coisa mais importante para nossa vida, o nosso filho curado."
Depois de deixarem o consultório da médica, Carlinhos e Luciana seguiram para o consultório do médico que os assistia. Ali, a mesma cena iria se repetir. O médico olhou os exames e perguntou: vocês já viram o resultado? Depois abraçou o casal e chorou com os dois.
Carlinhos e Luciana não haviam sido curados. Mas, a carga viral, que no exame feito 60 dias antes mantivera-se em nível muito alto, havia baixado para um limite inferior ao detectável, ou seja, o vírus ainda estava lá, mas já não podia ser percebido. E essa situação persiste há quase dois anos.
"Hoje eu me dou o direito de testemunhar minha vitória, mesmo sem ela ter sido completada. A nossa fé não deve estar limitada àquilo que Deus já fez. Ela deve ser ilimitada", declara Carlinhos.
A capacidade de trabalho do mais novo diretor regional da ADHONEP em favor do Reino também parece desconhecer limites. Embora seus negócios continuem exigindo tanta dedicação quanto antes, o empresário desenvolve uma atividade igualmente intensa como preletor de reuniões plenárias e jantares, promovendo cursos para preletores e supervisionando, juntamente com o representante de campo Daniel Alpha, os cinco capítulos de sua jurisdição. Destes, dois (Santo André-Jardim e Santo André-Jaçatuba) foram fundados por ele. Em breve poderão surgir mais três, frutos de sua gestão: S. Bernardo do Campo 2, São Caetano e Rudge Ramos. Carlinhos é, também, diácono da igreja Espaço Maranata.
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